13 de janeiro de 2012

(...)

O passado quando teima ao lado
abre a boca com ar de doçura
e enfia a língua num céu de desejos
clamando, na palavra,
saudade.

Rasga o peito atado ao presente
que por debaixo da incerteza
sorri entre lábios
antes preso a possessão.

Vai-se além de um corpo
e espalha na alma
a dúvida de um ato,
entre tantos,
com ar de pecado.


George Ardilles

1 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

O passado sempre vive.