Na fazenda de meu pai, quando pequeno,
um cacho de banana pesava
que tinha que dar calço.
A cana caiana dava gosto logo cedo.
Mimosa era mimada a caminho da mesa.
Antes dava leite.
Na casa de farinha,
a mandioca torrava um cheiro que se comia.
O que começava no quintal,
terminava na cozinha.
A mãe de meu pai, minha avó,
contava que tudo era verdade.
Mas ela morreu. Como meu avô.
Quem conta, hoje, é meu pai.
Porém, nos faltam fotos,
nos faltam escrita.
Só existem lágrimas e saudade.
Não sei se tenho Ciência para isso.
Mas sei que não falta sentimento.
George Ardilles
UFPE - Recife - PE
Aula de Teoria e História Antropológica I







2 comentários:
bom demais!
Um retrato lindo da fazenda que sempre deixa saudades em quem a vive, viveu e até em quem nem a conhece.Parabéns.
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