Eu me invisto de sonhos,
caminho pelos campos,
nas ruas das cidades,
pelos ares de mim.
Sofro de ventos,
sol, amores e chuva.
Danço a valsa da solidão
passeando pelos salões
do meu coração.
Minhas lágrimas
ora são verdes, vermelhas
(esperanças e luxúrias)
alegrias e tristezas,
sempre num ir e vir de vontades.
O que me move,
você,
meu desejo.
Num toque calmo do sorriso.
Num piscar do piano
que brilha meu som.
Poderia trazer à tona
meu mais profundo vício:
a paixão,
que dorme no porão de minh'alma,
esperando o próximo
bater de asas das borboletas.
George Ardilles
João Pessoa - PB







1 comentários:
Bater de asas de borboletas!? Nunca tinha pensado nisso!
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