13 de janeiro de 2012

(...)

O passado quando teima ao lado
abre a boca com ar de doçura
e enfia a língua num céu de desejos
clamando, na palavra,
saudade.

Rasga o peito atado ao presente
que por debaixo da incerteza
sorri entre lábios
antes preso a possessão.

Vai-se além de um corpo
e espalha na alma
a dúvida de um ato,
entre tantos,
com ar de pecado.


George Ardilles

2 de janeiro de 2012

Logo cedo

Quando o dia está a começar
eu me faço em bocejos.
Parece que o que passou
me continua a dar sono.
Rememoro meus olhos fechados
e continuo a rolar na cama.


George Ardilles

23 de dezembro de 2011

(...)

O primeiro ofício que eu aprendi na vida foi costurar. Não que eu saiba! Mas há 28 anos minha mãe costura e eu nunca mudei o hábito de olhá-la fazer isso. Antes, era estudando a tabuada, com 5 ou 8 anos de idade. Hoje é tomando cerveja e escutando Clara Nunes e Heavy Metal com ela.

1 de novembro de 2011

Um século de silêncio

Oxe...
São mais que duas que tu dizes!

Me faz um riso
que há tempos não existe.
Abre o espelho da alma
e entrega a sinceridade do coração.
Rasga o véu da aparente discórdia do silêncio.
Joga sobre a mesa
as palavras do século da solidão.
Ri-se do sentimento preso
pela rigidez do cotidiano.

...e se infesta de alegria
pelo sentimento bom.


George Ardilles
Recife - PE

28 de outubro de 2011

Manoel de Barros

Hoje, pela manhã,
encontrei um caracol ao lado da minha cama.
Faltou-lhe um muro...
mas não a solidão.

No telhado, haviam vários sabiás,
porém, sem orvalhos na voz.
Afinal, estamos em outubro.
É o de setembro que tem orvalho.

Em cada canto do meu quarto
eu encontrava um bicho.
Jacarés, sapos, caracóis...

e todos eles recitando versos,
cantando orvalhos
murmurando solidão.

Ê mundão que me causa
meu livro de cabeceira.


George Ardilles
João Pessoa - PB

3 de setembro de 2011

Grato! Poemas de Meio-fio esgotado

Para aqueles que acreditam nos versos, e de quebra, nos meus, que se fazem nossos, agradeço o apoio e a sinceridade da leitura. Grato ainda mais porque a 1ª edição de Poemas de Meio-fio esgotou. Talvez ainda restem alguns exemplares na livraria Almeida e no Sebo Cultural. "A palavra quando verso" esteve em Poemas de Meio-fio e estará nos próximos livros. Para aqueles que ainda querem ter Poemas de Meio-fio, que já me procuraram, aguardem! Em 2012 será lançada uma segunda edição com visibilidade nacional, bem como o meu 2º livro de poesias, inédito. "A palavra quando verso" já está em fase de editoração e produção. Constando de mais um sonho re-verso.

George Ardilles